quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

VIOLÊNCIA INFANTIL


Véspera de Natal. Dinheiro no bolso, compras, roupa, brinquedos, muita gente e calor para acompanhar tudo isso. Mas o que aconteceu hoje em uma loja no centro de Presidente Prudente foi algo que não consegui digerir no pensamento e me senti  um inútil diante da cena e o desenrolar dela. 

Uma mãe estava com o filho de aproximadamente sete anos de idade dentro de uma loja de roupas. A senhora que aparentava ter 30 anos só gritava e batia no menino que por sua vez fazia cara de choro e o engolia a seco. "Menino besta, devia ter te deixado em casa, seu idiota", (tapas na cabeça e nuca), "moleque idiota, não tenho paciência com você não" (beliscões, puxões de orelha). Todos olhavam e reprovavam com a cabeça a agressividade da mãe. A revolta tomou conta de mim, fiquei calado e não interferi.

Alguns minutos depois nos encontramos novamente na mesma loja e a agressão não parava. Aí não aguentei e disse: "a senhora já bateu muito no menino, se você não parar vou ser obrigado a chamar a polícia". Pronto, começou o meu problema e o que não entendo até agora. Primeiro que ninguém da loja me ajudou a coibir a mulher, segundo que a mãe me xingou e me ameaçou de tudo que se possa imaginar, e em terceiro e o mais triste, o menino quase me bateu e defendeu a mãe como nunca. O garoto depositou tanta raiva no olhar e nas palavras à mim que não consegui fazer nada a não ser dizer que o estava defendendo. O garoto me respondeu: "eu sou o filho, sou eu que estou apanhando, sai fora daqui", e veio para minha direção agressivo.

Não fui agredido mas deixei de lado e entendi que o problema era mais profundo. Já passou tanto pensamento na minha cabeça para entender o que houve, busquei explicação na psicologia, sociologia, antropologia, e na vida. O que houve realmente não vou conseguir entender plenamente, mas temo toda raiva guardada na criança que um dia será adulto.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Oi Silvio!!!

Lombardi era a voz sem rosto nos programas do SBT e principalmente os que Sílvio Santos apresenta. O locutor que por vários anos fez parte da emissora e da vida dos brasileiros faleceu nesta manhã (data da postagem) por causa desconhecida. 

Lombardi não aparecia nos programas e seu rosto era desconhecido pelo telespectador. Somente sua voz era ouvida e muito conhecida e inconfundível.

sábado, 21 de novembro de 2009

GALINHA, RODOVIA E CAMINHÃO

Rodovia Assis Chateaubriand/Pirapozinho
Valmir Custódio



O que tem em comum entre galinha, rodovia e caminhão? Isso é o que me perguntava nas viagens pela região de Presidente Prudente. O número dessas aves que vejo nos acostamentos é grande. Como normalmente sítios e chácaras ficam as margens das rodovias, pensava que por esse motivo as bípedes eram encontradas facilmente. 

Mas não é somente por este motivo que as aves arriscam suas penas próximas à veículos pesados. O Brasil é considerado um dos países com maior índice de desperdício de alimentos no mundo. Os produtos considerados não comerciais são jogados no lixo em boas condições de consumo. É aquele mamão manchado que se acha feio, a alface com algumas folhas queimadas, a maçã que não está tão redonda e vermelha, tudo que não está bonito para a venda acaba no lixo.

Mas e a galinha?

Um dos principais meios de transporte de grãos e sementes é o caminhão. Muitas vezes o produto é mal acondicionado e se espalha pela rodovia e acostamento. As galinhas por sua vez vão dar uma voltinha e encontram um farto banquete variado entre arroz, milho, soja, trigo e outros.  

Imagine a quantidade que se perde em grãos numa viagem de Prudente ao porto de Santos (630km), por exemplo.

Bom para as galinhas e seus donos. Ruim para o brasileiro.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

MUITA CHUVA OU POUCO ASFALTO
















Foto: Buraco na rua Wandil Wruck no Pq. Shiraiwa / Valmir Custódio

É fácil encontrar buracos nas ruas da cidade de Presidente Prudente. Qualquer chuva eles aparecem. Quebram carros, sujam paredes, provocam acidentes, amassam rodas e hospedam mosquitos.


O bairro Parque Shiraiwa está muito afetado, é difícil encontrar uma rua que não esteja com o problema.  Segundo o presidente de bairro Paulo Roberto da Silva, 42 anos, vários pedidos foram feitos à prefeitura para que o problema fosse solucionado, mas a resposta foi de que estão esperando verba para começar a “tapar os buracos”. Paulo ainda disse que a qualidade do asfalto é muito ruim e que “não adianta mais operação de tapa buracos, precisaria de um novo recapeamento reforçado”.

O presidente de bairro disse algo que já analisava há algum tempo. Será que as chuvas são fortes ou o asfalto que é fraco? Qualquer chuva as crateras se formam e é possível ver a espessura do asfalto. Não chega a três centímetros.

Já comparando. Morava em uma rua de barro na capital. Quando a prefeitura resolveu asfaltar, primeiramente bateram o solo, depois colocaram uma camada de impermeabilizante, pedras finas, passaram o compressor, pedras grossas; mais compressor; depois lama asfáltica e por fim o asfalto. Nunca vi um buraco em 15 anos.


Imagino que a indústria asfáltica precisa dos buracos. Nisso quem paga a conta da roda quebrada, da parede lameada, pneu furado e remédios contra doenças é a população. Ah! E também a conta do tapa buraco.


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A COISA VAI FICAR FEIA PRO SEU LADO

Por: Valmir Custódio

Foto: Valmir Custódio 















Estranho? Para mim não.

Incomum? Muito menos.

Em menos de 6 meses ouvi esta frase de estranhos por duas vezes. A primeira foi em um assalto numa cidade vizinha à Presidente Prudente quando esperava o ônibus. Um rapaz se aproximou e pediu meu celular. Sem saber para que era o indaguei, me respondeu: “me passa o celular senão a coisa vai ficar feia pro seu lado”. Nem perguntei se era assalto. Foi embora o celular.

A outra vez ouvi hoje (dia da postagem), quando um motorista queria fazer uma conversão sem dar seta, passei por ele e virei à rua que ele também queria entrar (sem seta). Quando ele começou a me xingar como se eu estivesse errado. Perguntei por que estava gritando comigo, me disse: “eu sou policial e se você não ficar quieto a coisa vai ficar feia pro seu lado”.

Na hora a associação traumática pulou do meu inconsciente. Onde será que eles aprendem a falar assim, igualzinho, intimidador, gritando, etc. Muito comum.

Bem! É melhor eu parar por aqui, senão “a coisa vai ficar feia pro meu lado

terça-feira, 6 de outubro de 2009

PROVAS

Essa semana vou dar uma paradinha nas postagens devido as provas da faculdade e trabalhos, mas na semana que vem volto com tudo.
Uma abraço a todos.

Valmir Custódio

terça-feira, 29 de setembro de 2009

OBRAS ANÔNIMAS

 Por:Valmir Custódio/ texto e fotos




Na rodovia Júlio Budisk em Presidente Prudente próximo ao bairro do Mário Amato existe um morro à margem que possue uma coleção de esculturas. Não existe no lugar nenhuma indicação de quem seja o autor da obra. Está lá, para quem passar pela rodovia ver.


Na foto ao lado é possível ver formas de pessoas e animais.







Além das formas de cavalos e pessoas, existe também a forma de uma cabeça de leão.






Esculturas de pessoas de abraçando
Uma representação de um homem sobre um cavalo. Devido as chuvas e a água que brota do próprio morro, a figura foi prejudicada.
São curiosidades da cidade de Presidente Prudente

sábado, 26 de setembro de 2009

40 ANOS

Por: Valmir Custódio





















Hoje (data da postagem) faz 40 anos que a banda THE BEATLES lançou o álbum Abbey Road pela gravadora Apple Records.

A capa do disco foi cercada de mistérios onde muitos acreditam, até hoje, serem mensagens subliminares de que Paul McCartney estaria morto. Outros dizem que somente foi uma estratégia de marketing.

Quem pode ser considerado da geração Beatles? Há 40 anos meus pais , jovens, ouviam Beatles quando todos ainda estavam vivos.

São duas gerações.

Gerações que meio por vontade própria a música dos Beatles atinge as pessoas e se perpetua. Como filho, não tive a oportunidade de ouví-los enquanto todos estavam vivos, mas, é impossível não ter contato com a obra, sendo ela original, regravações ou adaptações. Quem da minha geração nunca cantarolou: "lá vem o sol...tchurururu....lá vem o sol...!!!", adaptação para o português de "Here Comes the Sun" (Harrison), nem que seja somente isto. Está enraizado em nós como influência de Beatles.

Da geração mais nova uma experiência pessoal me fez analisar um fato. Após a morte do considerado gênio da música Pop Michael Jackson, meu sobrinho de 11 anos começou uma busca desenfreada pelas músicas e clipes. Para ele é uma descoberta valioza. Começou a ver que músicas que conhecia ou que já ouvia meio que involuntariamente eram de Michael. Com certeza as dos Beatles ele tem contato mas ainda não se despertou para elas por ser novo.

Abbey Road faz 40 anos. Músicas geniais de uma banda genial que está viva e permanecerá por várias gerações.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

ESPECIAL: Élton Moura

Por: Valmir Custódio


Élton Moura, 23 anos, é um músico prudentino e toca desde os 17 anos nas melhores casas e festas do interior paulista. Influenciado por vários estilos musicais, traz em seu repertório uma viagem por grandes nomes do Rock/Pop Nacional, nova MPB, soul music, e ainda versões exclusivas de clássicos. A mistura destas influências e a energia e presença de palco de faz com que o show não seja só mais um, e sim O SHOW!! (Élton Moura)

Foto: Thiane Brito/Estúdio Triz



Em um bate papo você confere um pouco mais sobre a vida e carreira deste excelente músico da região.


Quais os músicos que influenciaram na sua formação musical? Bom! Dos grandes: Djavan, Jorge Vercilo, Humberto Gesingger, Capital Inicial, Titãs e Alceu Valença. Comecei a tocar na noite vendo o Henrique Barros tocando no Zapping.


Quanto tempo você ficou com na Banda S.A.? Foi do segundo semestre de 2006 a dezembro de 2008. A idéia principal foi minha, depois chamei o Alexandre “Chokolate” e o Fábio (músicos), que foi a primeira formação da banda.


Faz quanto tempo que optou pela carreira solo? Oficialmente comecei em janeiro deste ano, mas no ano passado já fazia algumas apresentações.


Como isso ocorreu? Foi algo gradativo e necessário. Não brigamos, pelo contrário, tenho contato com os músicos da S.A. e somos amigos mesmo. Foi necessário porque eu trabalhava durante o dia e sai desse serviço, então precisava ganhar dinheiro e o que sei fazer é tocar. Aproveitei os outros dias da semana que não tocava com a banda para tocar solo. Tocava de terça a sábado, nisso começou a chocar as datas solo e da banda, então optei pela carreira solo.


Há muitas bandas hoje no mercado, o que você acha da qualidade da música de Presidente Prudente? Quando há muitas bandas o rodízio entre elas é maior e nem sempre quantidade quer dizer qualidade. Tem muita gente que começa a fazer aula do instrumento e depois de três meses já monta uma banda. Muitos cobram um preço muito baixo. Como o contratante nem sempre vê a qualidade e sim o preço isso colabora negativamente com as outras bandas. Mas é legal ver a moçada nova vindo, as pessoas passam, as bandas passam e tem que renovar sim.


Atualmente você tem se tornado uma referência de música de qualidade na noite de Prudente e da região. Você tem um objetivo maior a ser alcançado? Referência!!! Não sabia. Me vejo como um alguém que se preocupa com a qualidade do trabalho. Quanto ao objetivo é conseguir manter uma regularidade de shows e divulgar o trabalho em outros estados e buscar sempre melhorar.


Referência sim. Tenho conversado com críticos, músicos e donos de estabelecimentos que tem música ao vivo e todos se referem ao seu trabalho como de qualidade. É muito bom saber disso. Bom saber que a galera está gostando


Depois que você começou a carreira solo seu trabalho ficou com a aparência de ser mais profissional, fotos produzidas, algo mais pé no chão. Não desmerecendo a banda S.A, pelo contrário, são músicos excelentes e também o trabalho era sério. Mas a sua imagem mudou. Vejo dessa forma também. Agente tinha a S.A. como curtição e grana. Já nesse meu projeto é trabalho, meu trabalho. Se eu não fizer bem hoje, amanhã não tem. Tenho a banda que me acompanha hoje e são profissionais. Como você disse, os músicos da S.A são excelentes, mas tinham outras profissões, não viviam somente de música. Hoje, eu e os músicos que me acompanham vivemos de música.

Qual recado você deixa aos músicos e para quem aprecia seu trabalho? Para a galera que ta começando, estudem mesmo. É muito bom estudar música e montar bandas. De começo a grana não vai ajudar, mas as histórias que tem para contar não têm preço. Para galera que curte meu trabalho, OBRIGADO! É muito bom saber que as pessoas gostam do som e novidades vêm por aí.


Você pode acompanhar a agenda de Elton Moura através de sites de festas da cidade. Dia 8 de outubro ele se apresentará no programa Super Útil da TV Bandeirantes.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

ECOTRILHA PARA DEFICIENTES VISUAIS

Por: Valmir Custódio





















Foto: Valmir Custódio/
Lázaro Silva, participante

Deixar o deficiente visual explorar sozinho trilhas pelas matas. Esse é o projeto que o doutor Vagner Sérgio Custódio desenvolve.

O trekking é um esporte que consiste em caminhar por trilhas naturais, desfrutar do contato com a natureza em locais pouco conhecidos. Mas a prática até então era improvável para quem não enxerga. A intenção, é que o deficiente sem o auxilio de uma pessoa que vê, explore a trilha até um determinado ponto e volte. “Quando alguém que vê leva um cego para caminhar, quem explora o ambiente é o vidente e não o cego; o objetivo é que o cego consiga sozinho caminhar em um ambiente natural, sinta segurança e que nenhum vidente o atrapalhe a explorar o espaço”, diz o doutor.

Em uma das experiências, realizada na Mata das Três Rampas, Rosana-SP, os deficientes tiveram que caminhar entre a mata por 800 metros, irem até um mirante e voltarem. Todos eram monitorados por GPS (Global Positioning System), sistema via satélite de posicionamento e localização, onde, se algum deles desviasse da trilha, se perdesse ou algum acidente acontecesse, poderiam ser socorridos rapidamente pelo corpo de bombeiros e alunos do curso de turismo que apoiavam o experimento. Os resultados foram excelentes, “eles tiveram boa orientação espacial e o dia a dia faz com que eles identifiquem coisas sensorialmente como animais mortos pelo cheiro, sentem quando a mata fecha ou abre, som de riacho, largura da trilha, e com o uso da bengala longa identificam obstáculos”. salienta Custódio.


Lázaro Benedito da Silva, 69, deficiente visual parcial, achou muito boa a experiência de explorar sozinho uma mata e deseja fazer novamente; “estamos sendo estudados para uma melhor qualidade de vida”. Para Augusto Ribeiro de Souza, 67, deficiente visual total, que nunca tinha passado por uma experiência semelhante, se sentiu muito seguro, “é bom saber que, sou capaz de explorar sozinho uma trilha”.

Segundo o professor, a tecnologia tem auxiliado muito na independência do cego. O deficiente já tem lugar no mercado de trabalho, porém, a maior dificuldade enfrentada é a falta de opção de lazer. Os locais geralmente não são adaptados, não há tecnologia e as pessoas têm medo de lidar com o cego em ambientes de lazer.

A tese de doutorado intitulada, “Navegação de cegos em grandes distâncias em ambientes naturais com monitoramento remoto adaptado”, que visa uma melhor qualidade de vida para os deficientes foi defendida e aprovada no dia 19 de setembro deste ano na Universidade de Campinas (Unicamp), e um artigo também será publicado na revista internacional especializada em adaptação de atividades físicas, APAQ, “Adapted Physical Activity Quaterly”.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

DE VAIADO A VEREADOR

Por: Valmir Custódio



Foto: Valmir Custódio/Carlito na praça que ele fez


UAUUHHHH!!! Essa é marca registrada de Carlos de Marins Ferraz, 56 anos. O grito cantado faz com que as pessoas o reconheçam por onde passa. Nascido e criado em Álvares Machado no oeste do estado de São Paulo, é apaixonado pela cidade e pelo povo dela; “faço tudo para agradar esse povo Machadense”. O Carlito, como é conhecido popularmente teve uma infância difícil, “eu comia mamão com molho de tomate porque não tinha o que comer”.

Já crescido e cansado de não ter dinheiro, resolveu concertar bicicletas. Depois de um ano comprou uma casa ao trabalhar dia e noite, mas um ano, outra casa, outro e mais uma, e assim foi. Hoje tem renda dos alugueis, e ao ser questionado não disse quantas casas tinha mas pelo que senti, foi mais de perder as contas do que falha de memória, “ta vendo aquela casa ali, estou pensando em comprar”, me apontou uma casa grande vizinha à dele. E por falar em casa, a dele parece ter saído de um desenho animado. De madeira pintada de amarela, cerca verde, jardim na frente e uma guitarra de compensado pendurada na parede. Em frente, do outro lado da rua, mantém uma praça que ele mesmo fez e a chama de “praçinha do Carlito”, com bancos, plantas, santas, dizeres de boas vindas aos visitantes, provérbios escritos em placas, pedras ornamentais e algumas pintadas dão beleza ao cenário.

Tem prazer em pegar o violão e tocar rock com letras engraçadas e ingênuas, sem maldade, apenas letras de autoria própria que alegram.

A mágoa foi que no início da carreira era vaiado e ninguém dava a ele oportunidade para cantar em eventos locais, dizia para si: “não vou desistir, eu acredito em mim e vou chegar lá”.

Foi o que aconteceu. Eleito o segundo vereador mais votado na eleição de 2008 com 5,03% dos 15.859 eleitores do município, tem um projeto que leva cultura e música aos bairros. Estive presente em um desses eventos, posso dizer que a avenida central de Álvares Machado ficou lotada e que Carlito era a atração principal. “Agora posso dar oportunidade para as pessoas cantarem e se apresentarem. Muitas vezes eu queria isto! Agora eu dou isso”. O projeto consiste em colocar uma aparelhagem de som sobre um caminhão, e independente se elas cantam bem ou mal, subirem nele e se apresentarem.

Carlito é respeitado por onde passa.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

LUCIANO DO VALLE

Por: Valmir Custódio


                                                        
Foto: Alessandra do Valle / Luciano do Valle em visita à
TV Bandeirantes de Pres. Prudente - 17/09/09

"Luciano do Valle começou sua carreira na Rádio Brasil de Campinas, destacou-se como locutor em outras rádios até chegar na Rádio Nacional de São Paulo. Foi para a televisão e passou a ser o principal narrador de esportes da Rede Globo de Televisão. Sua voz e estilo marcaram época, até que em 1982, após a Copa do Mundo da Espanha, foi para a Rede Record para tornar realidade seu sonho de ser, além de locutor, empresário e grande incentivador do esporte no Brasil. Aconteceram então o "boom" do vôlei brasileiro e a criação de seu primeiro programa esportivo, o Show do Esporte. Um ano depois, transferiu-se para a Rede Bandeirantes de Televisão que, em virtude do grande sucesso alcançado, passou a ser chamada de “O Canal do Esporte”. Outros programas foram criados e uma série interminável de esportes passaram a ser divulgados". (lucianodovalle.com.br)

Este ícone da comunicação e divulgador do esporte esteve em Presidente Prudente para uma visita familiar. Em sua passagem pela TV Bandeirantes da cidade, conversamos alguns minutos sobre trabalho em equipe.

Com um semblante calmo e com palavras suaves num timbre sem igual, disse que o trabalho de uma equipe é fundamental. "Nós que somos o produto final somos muito importantes, mas não somos nada sem uma equipe de profissionais apoiando". 

Este reconhecimento é visível também no Jogo Aberto Interior (TV Bandeirantes). Apresentado por José Siquieri Filho e Alessandra do Valle, filha de Luciano do Valle. Todos os sábados ao final do programa eles agradecem a equipe de produção.

Se existem explicações para manter o sucesso uma delas com certeza é a humildade sempre.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

OPORTUNIDADE

Por: Valmir Custódio



Foto: Valmir Custódio

No caminho para o trabalho pela rodovia Raposo Tavares em Presidente Prudente, um caminhão enorme ficou à minha frente. O que me chamou a atenção foi o estado de conservação do veículo. A placa estava quebrada pela metade e pendurada somente por um pedaço de metal. Lanternas não havia e a cor do caminhão estava entre o ferrugem e a ferrugem.


Situação perigosa que merecia um registro. Aí vem a dificuldade. Estava com a máquina de fotografar na bolsa mas estava dirigindo a moto e tinha que acompanhar o caminhão. Missão difícil para quem tem uma moto 90 cilindradas. Tateando consegui tirar a câmera, segurá-la firme com a mão esquerda, apontar sem visualizar e clicar. Consegui tirar três fotos que somente fui ver o resultado quando cheguei na TV onde trabalho. Se levar em consideração as condições que foram tiradas, ficaram boas. 


Para minha sorte, iria entrar no mesmo dia uma matéria sobre multas por falta de conservação de veículos e motoristas que convertem ruas sem sinalizar. O jornalismo fez uma nota para complementar a matéria e utilizou minhas fotos no BAND CIDADE (telejornal que alcança mais de 300 municípios), creditou meu nome e me senti realizado. 


Valeu o esforço.

sábado, 5 de setembro de 2009

AO VIVO OU GRAVADO, COMO SEI?

Por: Valmir Custódio



Foto: Valmir Custódio

Dias atrás passou na televisão o programa Criança Esperança pela TV Globo e uma situação interessante aconteceu comigo. Estava na sala com minha sobrinha de 13 anos que canta. Ficamos assistindo o programa e uma discussão se prolongou por um tempo. Ela dizia das bandas que se apresentavam: "é ao vivo tio, olha isso e aquilo"; e eu: "é gravado, estão dublando, olha isso...olha aquilo". Como descendentes de italianos ninguém cedeu.


Mas alguns fatores podem nos dar idéia de quando uma banda está tocando de verdade (ao vivo) ou quando um playback (música que toca de fundo) está tocando.

Um fator básico que é playback é quando o baterista da banda só aparece com uma caixa e um prato e toca em pé. Outro, é quando os instrumentos não estão plugados (aqueles cabos que saem para os amplificadores), as pessoas começaram a perceber isto e em alguns programas existem cabos mas não são ligados nos amplificadores. Outro é quando se ouve várias vozes de Backvocal mas só uma pessoa está com o microfone. Tem vezes que até o próprio cantor para de cantar e a voz continua.


Mas você pode dizer: "se tudo estiver plugado, bateria completa, Backvocals cantando, ai tudo bem?" Não. Pode ainda ser gravado. Tempos atrás no programa Domingo Legal do SBT a banda italiana Sonohra se apresentou. Parecia ao vivo mas o sincronismo da bateria com a música estava totalmente fora e piorou quando o apresentador pediu para tocar alguma música no violão. Ele estava desligado e disfaçaram. Programas como Altas Horas, Programa do Jô, Tom Brasil, na maioria das vezes as bandas tocam de verdade. É só ficar atendo aos detalhes.


Espero que minha sobrinha não brigue novamente comigo, ela adora Sonohra.